sábado, 30 de janeiro de 2010

Autoridades monetárias veem volta do crescimento, mesmo frágil O crescimento da economia mundial pode estar voltando mais rápido que o esperado, mas a recuperação permanece frágil e um equilíbrio melhor é necessário entre nações que exportam e importam, disseram neste sábado importantes formuladores de política.

Uma aceleração no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos tem alimentado o otimismo sobre as perspectivas para o crescimento global, mas Larry Summers, importante conselheiro econômico da Casa Branca, afirmou a delegados do Fórum Econômico Mundial que por algum tempo será pago um alto preço por conta do desemprego.
"O que estamos vendo nos Estados Unidos é uma recuperação estatística e uma recessão humana", afirmou ele em um painel de discussões.
"Meu julgamento é... que o crescimento do PIB continuará numa taxa moderada pelo menos nos próximos vários trimestres... O que está incomodando é o nível de desemprego. Esse não é um fenômeno somente cíclico, mas também estrutural."
A China já está mostrando vigor, ao crescer 8,7 por cento no ano passado, mas formuladores de política monetária dizem que a economia global não ficará estável até que o desequilíbrio entre pesadas dívidas e taxas de juros estratosféricas seja resolvido.
O vice-presidente do banco central chinês, Zhu Min, disse aos delegados que a força interna das economias emergentes está servindo para mudar o perfil do crescimento desses países, de voltados às exportações para um foco no consumo interno.
As autoridade monetárias estão bastante cientes de que fechar muito cedo a torneira da liquidez injetada na economia mundial por meio de diversos programas de estímulos poderia provocar uma nova queda da economia.

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