O sucesso do Fasano ratifica a "invasão paulista" à Cidade Maravilhosa. Desde 2007 muitos estabelecimentos tradicionais em São Paulo abriram filiais no Rio - e passaram a se tornar referência em seus respectivos segmentos.
Dentre as pizzarias, por exemplo, a Bráz, no Jardim Botânico, atrai gente famosa como Chico Buarque e Cleo Pires por suas pizzas de massa semigrossa e borda alta, como manda a tradição italiana. A fila de espera chega a mais de uma hora no sábado à noite.
Os italianos Ráscal e Gero (que também é do grupo Fasano) nasceram na Terra da Garoa e foram se instalar no Rio.
O segredo parece ser o serviço "apaulistanado", com funcionários atenciosos, sempre prontos para atender. Chama a atenção também o ambiente requintado de lugares como o Al Mare, o restaurante do Hotel Fasano, que tem como chef o italiano Luca Gozzani, trazido diretamente da Enoteca Pinchiorri, de Florença, um três-estrelas no Guia Michelin (um dos guias turísticos mais respeitados do mundo).

"Luxo pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas. Para mim, é cuidar dos mínimos detalhes", costuma dizer Rogério Fasano, que, depois de abrir hotéis em São Paulo e no Rio, prepara-se para inauguar mais quatro estabelecimentos de alto padrão na Fazenda Boa Vista (a 86km da capital paulista), em Salvador, em Trancoso e em Punta del Este, no Uruguai.
Mas hoje o principal acionista da rede de hotéis Fasano é o grupo paulista JHSF, o mesmo que ergueu o Parque Cidade Jardim - um colosso com shopping center, nove edíficios residenciais e três torres comerciais numa área de 72 mil metros quadrados às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo. O JHSF detém 50,1% das ações do Hotel Fasano no Rio. A porcentagem que cabe à família Fasano é mantida em segredo. Mas uma boa parte pertence a investidores diversos - é possível comprar um dos 91 apartamentos do Hotel do Rio e receber os dividendos dessa unidade.
O nome Fasano, portanto, acaba sendo "apenas" uma grife - uma das maiores da culinária contemporânea no Brasil, diga-se de passagem.

Inaugurado em 2007, no coração de Ipanema (na Avenida Vieira Souto), o Hotel Fasano tem diárias que chegam a R$ 5.800 - e isso não inclui o café da manhã, que custa R$ 58 (por pessoa), mais 13% de serviço. São três as suítes Deluxe com vista para o mar. É numa delas que Madonna ficará hospedada durante o Carnaval. São 130 metros quadrados, com amplo terraço (33 metros quadrados). O luxo está por todos os lados. Compõem a decoração mármore branco da Grécia, onyx amarelo chinês e tijolos argentinos do século 19. Os uniformes dos funcionários foram desenhados por Ocimar Versolato e remetem aos anos 50 e 60, fase áurea da Bossa Nova. Na entrada do hotel há um enorme tronco de Pequiá de 6 toneladas.
A diária da suíte mais "barata" custa R$ 1.200 - e não tem vista para o mar. Ou seja, para se hospedar por uma noite no Fasano, você tem de pagar o equivalente a um mês de aluguel de um apartamento de dois quartos numa região de classe média em São Paulo. E, nos dois casos, você não vai ver o Oceano Atlântico.

Já o tradicional Copacabana Palace, tombado como patrimônio histórico do Rio, teve hóspedes como o desenhista Walt Disney, as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Gina Lollobrigida e Brigitte Bardot e os grupos Rolling Stones e The Police. O hotel foi inaugurado em 1923. Ocupa 12 mil metros quadrados e foi desenhado em estilo mediterrâneo pelo arquiteto francês Joseph Gire. Mas seus preços hoje são bem mais em conta do que os do Fasano. Há diárias que partem de R$ 698. O hotel é muito procurado hoje em dia por jovens em lua de mel. O pacote dos recém-casados custa R$ 1.328 - uma pechincha se comparado ao preço do Fasano, o novo endereço das estrelas internacionais no Rio de Janeiro.
lindo predio antigo mesmo
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