"Há nomes de informantes e, em alguns casos, os nomes verdadeiros de indivíduos com os quais nos associamos em missões difíceis em lugares difíceis", declarou Petraeus ao canal NBC, ao comentar uma anunciada nova divulgação de arquivos secretos do Pentágono, obtidos pelo WikiLeaks, um site especializado em vazar informações de inteligência.
"Obviamente isto é reprovável", completou.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, anunciou que o site mantém o plano de publicar 15.000 documentos secretos americanos sobre a guerra no Afeganistão que tem em seu poder.
"Isto é um abuso de confiança", criticou Petraeus.
No fim de julho, o WikiLeaks enviou aos jornais The New York Times (EUA), Der Spiegel (Alemanha) e The Guardian (Inglaterra) quase 92.000 documentos sobre operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.
Neste sentido, Petraeus considerou que, apesar de não serem aquivos confidenciais, publicá-los foi uma decisão "muito pouco feliz".
Para Assange, um ex-hacker australiano de 39 anos, levar a público os documentos ajudará no debate sobre a guerra no Afeganistão e sobre possíveis atrocidades das forças lideradas pelos Estados Unidos neste país.

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