Os outros membros do ministério também apresentaram formalmente suas demissões no último sábado, em preparação para a nova fase.
Em comunicado da Presidência da República, Sarkozy diz que Fillon está encarregado de preparar uma lista com as indicações para o novo governo, que deve ser anunciada até a segunda-feira.
Fillon, por sua vez, reafirmou em nota oficial sua 'fidelidade' ao compromisso com Sarkozy, e disse que nos últimos três anos e meio foram feitas 'reformas corajosas, apesar de uma dura crise econômica e financeira global'.
'Estou começando uma nova fase com a determinação que permitirá que nosso país fortaleça o crescimento da economia para ajudar os empregos, promover a solidariedade e salvaguardar a segurança do povo francês', diz a nota.
A mudança do gabinete acontece em meio uma das maiores crises do governo Sarkozy.
A tensão política cresceu na França nos últimos meses com a aprovação da reforma da previdência, cuja proposta de aumentar a idade da aposentadoria de 60 para 62 anos foi contestada por manifestantes em todo o país.
De acordo com pesquisas, a popularidade do presidente está em seu nível mais baixo desde o começo do governo.
Com o novo governo, espera-se que Sarkozy tente reverter seus índices de popularidade na corrida para as próximas eleições presidenciais, em 2012.
Popular
Segundo o correspondente da BBC em Paris Hugh Schofield, Fillon, que já foi ministro da Educação Superior e da Pesquisa e ministro do Trabalho, é percebido pela população francesa como um político calmo e firme.
Ele diz que a popularidade de Fillon costuma ser maior do que a de Sarkozy, que precisaria de uma presença forte no atual momento do governo.
No sábado, o primeiro-ministro francês François Fillon aperta a mão do presidente da França, Nicolas Sarkozy, depois de deixar o Palácio do Eliseu
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